EUA respondem Lula e afirmam interesse nas eleições do Brasil

Em resposta a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que acompanhará com atenção o processo eleitoral brasileiro e reiterou o interesse norte-americano na liberdade de expressão e na integridade das eleições no país.

A manifestação ocorreu após Lula desafiar o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a enviar um “comitê” para acompanhar as eleições e apoiar seu adversário político, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Eu estou convidando quem quiser vir do mundo para ver as eleições aqui no Brasil. Quem quiser, pode vir acompanhar. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, que deve apoiar o meu adversário, que venha e monte um comitê. A gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia nesse país”, afirmou Lula.

Em nota enviada ao portal Poder360, o Departamento de Estado respondeu:

“Em termos gerais, os Estados Unidos têm um interesse histórico e global na liberdade de expressão e na integridade dos processos democráticos em todo o mundo, inclusive no Brasil.”

A troca de declarações ocorre em meio ao aumento da tensão diplomática entre o governo brasileiro e autoridades norte-americanas.

Na última semana, Marco Rubio responsabilizou Lula pelo agravamento da crise comercial entre os dois países e afirmou que o governo brasileiro não negociou de boa-fé com os Estados Unidos.

“Não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé. Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”, declarou o secretário de Estado.

Em resposta, Lula minimizou os impactos das medidas adotadas por Washington e afirmou que o Brasil está ampliando suas relações comerciais com outros parceiros internacionais.

“Há males que vêm para o bem. Mesmo com a decisão abrupta do governo americano de fazer a taxação sem conversar com ninguém, as pessoas estão aprendendo a se mexer e conversar com outras pessoas, aprendendo outros idiomas e conhecendo outras moedas”, disse o presidente.

Fonte: Ag. Brasil