A vereadora do Rio de Janeiro e candidata a deputada federal Talita Galhardo criticou, durante o “JBN 2ª Edição” desta quinta-feira (17), o reajuste de 15,04% anunciado pelo governo federal para o Bolsa Família.
Com a atualização, o benefício mínimo pago às famílias passará de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a ser aplicado nos pagamentos de outubro. Segundo o governo, a correção recompõe a inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
O anúncio ocorreu 17 dias antes do primeiro turno das eleições de 2026. Foi justamente a proximidade com a votação que motivou as críticas de Talita, que questionou o possível efeito eleitoral da medida.
“Há 17 dias da eleição dá um aumento de menos de 100 reais. É você estar falando para o eleitor: ‘olha, o seu voto vale 90 reais, depois a crise que vier, vamos lidar com ela lá na frente’”, afirmou.
A vereadora classificou o reajuste como “uma covardia” e disse que o anúncio feito tão próximo da eleição representa “um tapa na cara” do eleitor.
O governo federal, por sua vez, afirma que o reajuste tem caráter de recomposição do poder de compra das famílias beneficiárias. O Ministério do Planejamento informou que o percentual de 15,04% corresponde à inflação acumulada pelo INPC no período considerado.
Além do piso, que passará a R$ 691, o benefício médio do programa deverá subir de aproximadamente R$ 675 para R$ 777, segundo os cálculos apresentados pelo governo. A medida terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027.
A proximidade do reajuste com o calendário eleitoral é um dado objetivo, mas, isoladamente, não permite afirmar que a medida tenha sido adotada com a finalidade de influenciar o voto. A crítica de Talita se concentra justamente nessa coincidência de datas e no possível efeito político do aumento.
Fonte: Ag. Brasil

























