Um forte terremoto atingiu a cidade de Kumamoto, no sul do Japão, nesta terça-feira (horário local), provocando uma explosão seguida pelo desabamento parcial de um shopping center e deixando mortos e dezenas de feridos. As autoridades ainda trabalham para confirmar o número de vítimas.
Segundo a emissora japonesa TV Asahi, pessoas morreram após o colapso de parte do Aeon Mall Kumamoto, mas a polícia ainda não informou quantas vítimas fatais foram registradas nem se elas eram funcionários ou clientes do estabelecimento.
A emissora pública NHK informou que entre 20 e 30 funcionários do shopping não puderam ser localizados após o desabamento. Equipes de resgate seguem realizando buscas, enquanto o Corpo de Bombeiros tenta identificar quantas pessoas ficaram presas sob os escombros. Cerca de 50 pessoas ficaram feridas.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto ocorreu a uma profundidade de 10 quilômetros e provocou tremores classificados como “severos”, atingindo nível 8 em uma escala de intensidade de 1 a 10.
Além do shopping, o tremor provocou o desabamento de uma ponte rodoviária e de pelo menos outro edifício na região. Em uma estimativa inicial, a polícia informou que nove pessoas estavam desaparecidas, mas a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou que o número de vítimas e a extensão dos danos ainda estão sendo avaliados.
O terremoto também deixou milhares de imóveis sem energia elétrica, interrompeu a circulação de trens, fechou o aeroporto de Kumamoto e levou à emissão de alertas de tsunami e de possíveis réplicas.
O governo japonês emitiu alertas de emergência para as províncias de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, todas localizadas na ilha de Kyushu.
Em pronunciamento, a primeira-ministra pediu que a população permaneça em locais seguros.
“Já fomos informados de que houve feridos. Houve cortes de energia e incêndios em algumas áreas, além de danos a estradas e pontes e o desabamento de prédios. Acima de tudo, peço a todos que tomem medidas para se protegerem”, afirmou.
O alerta de tsunami, que previa ondas de até um metro, foi cancelado posteriormente pela Agência Meteorológica do Japão (JMA). Mesmo assim, mais de 150 mil pessoas foram orientadas a procurar abrigos por precaução.
Empresas também adotaram medidas emergenciais. A TSMC, maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, retirou funcionários de sua fábrica na região. A Sony informou que monitora os impactos do terremoto em suas instalações.
As operadoras ferroviárias suspenderam a circulação dos trens, incluindo os trens-bala, enquanto cerca de 40 mil residências ficaram sem energia elétrica. O aeroporto de Kumamoto interrompeu as operações e diversas companhias aéreas cancelaram ou desviaram voos.
Segundo a autoridade reguladora nuclear japonesa, não foram registradas anormalidades nas usinas nucleares da região.
O Japão está localizado no chamado “Anel de Fogo do Pacífico”, uma das áreas de maior atividade sísmica do planeta, e concentra cerca de 20% dos terremotos de magnitude igual ou superior a 6,0 registrados no mundo. Há dez anos, um terremoto na mesma região deixou 275 mortos, mais de 2,7 mil feridos e provocou grandes danos à infraestrutura da cidade de Kumamoto.
Fonte: Ag. Brasil
























