Pastor JB Carvalho alerta para crise empresarial no Brasil: “É hora de perguntar o que está acontecendo com nossa economia”

O pastor JB Carvalho chamou a atenção dos cristãos para o cenário econômico brasileiro e defendeu uma participação mais ativa da Igreja nas discussões sobre os rumos do país.

Segundo o pastor, cerca de 6.300 empresas estão atualmente em recuperação judicial no Brasil, número que considera preocupante e que envolve companhias conhecidas, como Americanas, Oi, Light e Bombril, além de grupos ligados à Tok&Stok, Mobly, Estrela, Casas Bahia, Marabraz e Habib’s.

Na avaliação de JB Carvalho, quando empresas de grande porte precisam recorrer à Justiça para reorganizar suas dívidas e continuar funcionando, os efeitos deixam de ficar restritos aos balanços das companhias. Trabalhadores, fornecedores, investidores, consumidores e toda a cadeia econômica ligada a essas empresas também acabam afetados.

O pastor aponta juros elevados, endividamento, aumento dos custos, redução das margens de lucro, carga tributária e problemas de gestão como alguns dos fatores que pressionam o setor empresarial.

Para ele, o tamanho de uma empresa ou a força de uma marca não são suficientes para esconder as dificuldades enfrentadas pelo setor.

“Quando pedir socorro deixa de ser exceção e se torna uma tendência, é hora de perguntar o que está acontecendo com nossa economia”, declarou.

JB Carvalho também defendeu que uma economia saudável deve oferecer condições para que as empresas possam crescer, investir, contratar e prosperar sem precisar recorrer constantemente à proteção da Justiça para sobreviver.

Nesse contexto, o pastor afirmou que os cristãos não devem permanecer indiferentes às discussões econômicas e sociais do país. Para ele, a Igreja também pode contribuir para o debate sobre políticas e decisões que impactam diretamente a vida das famílias, dos trabalhadores e dos empreendedores brasileiros.

A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite a empresas em dificuldades financeiras negociar suas dívidas e buscar condições para continuar suas atividades, evitando, em determinados casos, a falência.

Fonte: Ag. Brasil