O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira (24), durante sabatina da TV Globo, que é contrário à obrigatoriedade da vacinação em todo o país. Apesar de dizer que mantém o esquema vacinal em dia e que acredita na ciência, o presidenciável defendeu que a decisão de se vacinar não deve resultar em punições para quem optar por não receber determinado imunizante.
“Eu tomei todas as vacinas da Covid, acredito na ciência, recomendo que tome. Em Minas, eu recomendei que as crianças tomassem. Agora, eu não posso permitir que uma família, uma criança seja perseguida porque alguém não tomou a vacina. Então, eu tenho em mim essa questão de que ser obrigatório, transformar num crime, isso não é o que pode acontecer num país democrático”, declarou.
Durante a entrevista, Zema também foi questionado sobre suas propostas para a economia e afirmou que, caso seja eleito, pretende garantir a reposição da inflação no salário mínimo.
“Eu garanto que ninguém vai ter perda. Se tiver inflação, nós daremos toda a inflação. É um absurdo um aposentado não ter a reposição inflacionária ou, pior, ficar sem receber a aposentadoria”, afirmou.
O candidato também disse que pretende manter a regra orçamentária que estabelece pisos para investimentos em saúde e educação vinculados às receitas da União, mas afirmou que pretende discutir o modelo.
Outro ponto abordado durante a sabatina foi a privatização de empresas estatais. Zema manteve a proposta de privatizar empresas federais, como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Na avaliação do candidato, as estatais brasileiras estariam subavaliadas devido à gestão atual.
“As empresas brasileiras hoje estão subavaliadas porque têm uma gestão muito ruim”, afirmou.
As declarações fazem parte da estratégia de campanha de Zema, que tem apresentado propostas voltadas à redução da participação do Estado na economia e à defesa de maior liberdade de escolha em diferentes áreas.
Fonte: Ag. Brasil























