Flávio Bolsonaro critica governo Lula e diz que vai “arrumar a bagunça” da economia

Em sua primeira agenda de campanha na capital paulista, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) visitou, ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), o Programa Armazém Solidário, iniciativa da Prefeitura de São Paulo que oferece alimentos e itens básicos com descontos de até 50% para famílias de baixa renda.

Durante a visita, Flávio criticou a política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que pretende levar para o plano nacional medidas semelhantes às adotadas pelo município.

“A gente primeiro tem que arrumar a bagunça que o Lula fez. Gasta demais, aumenta os impostos, prejudica com a população para arrecadar mais. Está arrecadando como nunca e aumenta ainda mais a despesa. A consequência está aí: juros altos, inflação e comida cara”, afirmou Flávio.

O candidato também destacou o apoio recebido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito Ricardo Nunes durante a agenda.

Segundo Flávio, o modelo do Armazém Solidário está entre as propostas que pretende adaptar para o governo federal.

“O projeto criado pelo Ricardo está no meu programa de governo. O governo federal é muito gastador, juros lá em cima. Puxa o endividamento de todas as famílias lá para cima. A gente vai resolver o problema de endividamento no Brasil, corrigindo as nossas contas, baixando os juros, para que as pessoas tenham uma possibilidade de pagar juros menores, em prazo maior para saírem desse sufoco que estão hoje. Aqui, com o Ricardo Nunes tem picanha; com o Lula não tem picanha”, disse.

Flávio afirmou ainda que a iniciativa poderia ser ampliada para atender famílias de baixa renda em outras regiões do país.

“É uma iniciativa muito legal, porque hoje em dia os preços das comidas, principalmente, e de itens de primeira necessidade, estão com valores estratosféricos. A inflação está bombando no governo Lula e está todo mundo endividado”, acrescentou.

A situação vivida por famílias que recorrem ao programa foi relatada por Iraci Custódio do Nascimento Ferreira, cliente do Armazém Solidário.

“Está muito difícil porque precisamos escolher entre comprar comida ou remédio. Aqui ajuda porque pago mais barato. Precisa mudar”, afirmou Iraci, que estava acompanhada da mãe, Severina Custódio do Nascimento.

Ela também comentou sobre o impacto da renda mensal nas despesas da família.

“O salário-mínimo é muito pouco para tudo. É difícil”, declarou.

Durante a visita ao programa, localizado na Zona Leste de São Paulo, Flávio também falou sobre a função que pretende dar à Caixa Econômica Federal em um eventual governo.

Segundo o candidato, o banco público deverá ampliar o acesso ao microcrédito para pessoas de baixa renda.

“A gente vai ter a Caixa, que vai ser o Bradesco da periferia, porque as pessoas mais pobres precisam ter acesso ao microcrédito. Vai ser por intermédio da Caixa para ajudar com o microcrédito as pessoas que mais precisam e não têm capacidade de se endividar num banco privado porque o juro está muito alto”, afirmou.

Depois da visita ao Armazém Solidário, Flávio seguiu para o Mercado Municipal de São Miguel, também na Zona Leste. Ao lado de apoiadores e do prefeito Ricardo Nunes, foi cumprimentado e fotografado por comerciantes e frequentadores do local.

A agenda terminou com uma parada para comer o tradicional pastel do mercado.

Fonte: Ag. Brasil