O pastor Silas Malafaia criticou nesta quarta-feira (9) a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de reconduzir Andrei Rodrigues à direção-geral da Polícia Federal (PF). Em vídeo publicado nas redes sociais, o líder religioso afirmou que a medida representa a “falência” da Suprema Corte e cobrou uma reação do presidente do STF, ministro Edson Fachin.
Malafaia também questionou o argumento utilizado por Dino para suspender o afastamento de Rodrigues, determinado um dia antes pelo ministro André Mendonça.
“Flávio Dino, o comunista, escudeiro e amigão de Lula, toma uma decisão esdrúxula. Ele acusa André Mendonça de tomar uma decisão monocrática. Ele só esqueceu de um detalhe: André Mendonça se respaldou na 2ª Turma. Que país é esse? Os caras estão desesperados”, declarou.
Na sequência, o pastor direcionou as críticas a Fachin e afirmou que o presidente do STF precisa se posicionar sobre a decisão.
“Senhor Fachin, presidente do STF, o senhor vai ficar desmoralizado totalmente se o senhor não tomar uma posição dessa barbárie, dessa vergonha, dessa safadeza, dessa molecagem do Flávio Dino. (…) Ou você toma uma atitude e anula essa atitude esdrúxula, vergonhosa, inconstitucional que desmoraliza o próprio STF e suas regras, ou então pede para sair”, disparou.
Malafaia também acusou a Polícia Federal de ser utilizada para fins políticos. Segundo ele, a corporação deveria atuar de maneira independente, mas estaria sendo usada para monitorar e perseguir adversários.
“É sui generis, é a proteção do chefe da Polícia Federal de Alexandre de Moraes e Lula. Tem uma PF que tem que ser aplaudida, uma instituição séria. Mas tem a PF de Lula e Alexandre de Moraes comandada por Andrei, que é um instrumento de perseguição política vergonhoso. Monitoram Kassio, Fux e André. Isso é uma vergonha, desmoralização do STF”, afirmou.
O pastor ainda disse que já havia alertado anteriormente que Alexandre de Moraes poderia prejudicar a imagem do Supremo.
“Eu falei há mais de dois anos que Moraes ia jogar na lata do lixo a reputação do STF”, acrescentou.
A decisão de Dino ocorreu um dia depois de Mendonça determinar o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e de Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da PF. Mendonça também ordenou a abertura de investigações sobre a produção de relatórios de inteligência da corporação.
Na ocasião, Mendonça afirmou ter identificado indícios de monitoramento direcionado contra ele e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias, em documentos produzidos pela estrutura de inteligência da PF.
Dino suspendeu as medidas e determinou o retorno de Rodrigues e Almada aos cargos, além de estabelecer proteção contra novas medidas cautelares relacionadas ao cumprimento regular de ordens judiciais.
Entre os argumentos apresentados por Dino está o entendimento de que o Partido Novo não teria legitimidade para solicitar medidas cautelares pessoais em um processo de natureza penal. Segundo o ministro, esse tipo de iniciativa cabe à autoridade policial e ao Ministério Público.
Fonte: Ag. Brasil

























