Na contracapa do livro “A Estepe”, da Editora Sétimo Selo, lê-se uma frase de Otto Maria Carpeaux: “Tchékhov é um dos maiores escritores da literatura universal”.
Verdade? Não tenho capacidade para afirmar ou discordar de Carpeaux. Fico com a máxima do mestre. Mas a minha experiência com a leitura foi memorável; com certeza lerei outras obras do autor.
A Estepe foi uma leitura maravilhosa (não tem como fugir do sentimentalismo da minha experiência). A novela conta a história de Egóruchka, um jovem saindo do interior de uma pequena cidade para estudar em outra maior. E, no meio, a estepe russa. Um enredo simples, numa prosa em que, como afirma Carpeaux em seu magnífico livro sobre a história da literatura, “com sensibilidade de um impressionista, a atmosfera antecipa, em prosa, a poesia simbolista”,
Descrições maravilhosas, simples, fortes, delicadas e terríveis me surpreenderam. Não imaginava que poderia experimentar esse prazer na literatura. Sim, prazer, é isso que o leitor encontrará nessa novela.
A Estepe é descrita com tamanha riqueza e beleza que se torna mais do que cenário: transforma-se em personagem da narrativa. Acompanhar as descobertas e o crescimento de Egóruchka durante essa viagem é um presente que Tchékhov dá ao leitor.
Anton Tchékhov, um gigante. A Estepe, uma obra-prima.
Fonte: Ag. Brasil

























