Entre ”A Estepe” e a alma: o prazer de ler Tchékhov

Filipe Antunes Rosa, casado, cristão e contador, é diretor de Formação do Instituto Mais Líderes. Em busca da verdade e amante da literatura

Na contracapa do livro “A Estepe”, da Editora Sétimo Selo, lê-se uma frase de Otto Maria Carpeaux: “Tchékhov é um dos maiores escritores da literatura universal”.

Verdade? Não tenho capacidade para afirmar ou discordar de Carpeaux. Fico com a máxima do mestre. Mas a minha experiência com a leitura foi memorável; com certeza lerei outras obras do autor.

A Estepe foi uma leitura maravilhosa (não tem como fugir do sentimentalismo da minha experiência). A novela conta a história de Egóruchka, um jovem saindo do interior de uma pequena cidade para estudar em outra maior. E, no meio, a estepe russa. Um enredo simples, numa prosa em que, como afirma Carpeaux em seu magnífico livro sobre a história da literatura, “com sensibilidade de um impressionista, a atmosfera antecipa, em prosa, a poesia simbolista”,

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Descrições maravilhosas, simples, fortes, delicadas e terríveis me surpreenderam. Não imaginava que poderia experimentar esse prazer na literatura. Sim, prazer, é isso que o leitor encontrará nessa novela.

A Estepe é descrita com tamanha riqueza e beleza que se torna mais do que cenário: transforma-se em personagem da narrativa. Acompanhar as descobertas e o crescimento de Egóruchka durante essa viagem é um presente que Tchékhov dá ao leitor.

Anton Tchékhov, um gigante. A Estepe, uma obra-prima.

Fonte: Ag. Brasil