Ranking de Competitividade dos Estados coloca o Espírito Santo em 19º lugar em Segurança Pública, praticamente empatado com o Rio de Janeiro; no ranking geral, Estado aparece em 5º
O Espírito Santo aparece em uma posição incômoda quando o assunto é segurança pública. Sob uma gestão estadual comandada pelo PSB, o Estado ficou em 19º lugar entre as 27 unidades da Federação no pilar de Segurança Pública do Ranking de Competitividade dos Estados de 2026.
O dado que chama ainda mais atenção é a proximidade com o Rio de Janeiro. O Espírito Santo registrou índice de 21,10, enquanto o estado vizinho marcou 21,18. Na prática, os dois aparecem praticamente empatados em um dos indicadores mais sensíveis para a população.

O ranking é elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e reúne 100 indicadores distribuídos em dez pilares para avaliar diferentes aspectos da capacidade dos estados de promover desenvolvimento e bem-estar social.
Segurança é um dos pontos mais fracos do Estado
A segurança pública representa a segunda pior colocação do Espírito Santo entre os pilares avaliados. O Estado só aparece à frente de oito unidades da Federação: Alagoas, Piauí, Bahia, Roraima, Acre, Rondônia, Tocantins e Amapá.
O resultado chama atenção porque contrasta com o desempenho do Espírito Santo em outras áreas.
No ranking geral, o Estado aparece em 5º lugar, com índice de 67,24, tendo avançado duas posições em relação a 2025. A principal força está na Solidez Fiscal, área em que o Espírito Santo ocupa a primeira colocação nacional pelo terceiro ano consecutivo.
O problema é que esse bom desempenho nas contas públicas não se repete de maneira uniforme em áreas diretamente relacionadas ao cotidiano da população.
Contas em ordem, segurança entre as últimas
Além da liderança em Solidez Fiscal, o Espírito Santo aparece em 2º lugar em Infraestrutura, 4º em Eficiência da Máquina Pública, 6º em Sustentabilidade Ambiental, 7º em Inovação e Sustentabilidade Social, 8º em Capital Humano e 10º em Educação.
Quando o assunto é segurança, entretanto, o Estado despenca para a 19ª posição.
O contraste é evidente: o Espírito Santo está entre os estados mais competitivos do país no conjunto dos indicadores, mas permanece próximo do Rio de Janeiro justamente em uma área em que a população sente diretamente os efeitos da atuação do poder público.
O ranking de Segurança Pública considera 11 indicadores. Entre eles, o melhor resultado capixaba foi na atuação do sistema de Justiça criminal, em que o Estado ficou na 10ª posição.
Por outro lado, o Espírito Santo aparece em posições bastante desfavoráveis em indicadores relacionados ao trânsito e ao sistema prisional, incluindo o 21º lugar em mortalidade no trânsito e em presos sem condenação.
Quase lado a lado com o Rio
A comparação com o Rio de Janeiro é inevitável diante dos números apresentados pelo estudo.
Enquanto o Espírito Santo registrou 21,10 pontos em Segurança Pública, o Rio marcou 21,18. A diferença é de apenas 0,08 ponto.
No ranking geral de competitividade, porém, a distância entre os dois estados é muito maior. O Espírito Santo ocupa a 5ª colocação, enquanto o Rio de Janeiro aparece apenas em 13º, com 50,01 pontos.
Isso revela um cenário contraditório: o Espírito Santo apresenta indicadores bastante competitivos em áreas como equilíbrio fiscal, infraestrutura e eficiência administrativa, mas não consegue transformar esse desempenho em uma colocação igualmente forte na segurança pública.
Um alerta para a gestão estadual
O resultado não significa que o Espírito Santo tenha o pior sistema de segurança do país — o Estado, inclusive, avançou quatro posições em relação ao ranking anterior.
Mas a permanência entre os últimos colocados e a proximidade com o Rio de Janeiro servem como um alerta sobre os desafios que ainda permanecem na área.
O levantamento mostra, portanto, um Espírito Santo de contrastes: um Estado que lidera nacionalmente em solidez fiscal, está entre os cinco mais competitivos do país, mas aparece quase empatado com o Rio de Janeiro quando o assunto é segurança pública.
Para uma gestão estadual que busca apresentar o Espírito Santo como referência administrativa, esse é um resultado difícil de ignorar.

























