Em um momento do ano em que a discussão sobre saúde mental ganha ainda mais espaço, o e-book Faces Roubadas coloca em pauta um problema cada vez mais presente na vida de adolescentes: a violência praticada por meio da tecnologia.
Ambientado em Vitória, o thriller psicológico acompanha as consequências de uma tragédia ocorrida na tradicional Escola São João Paulo II, frequentada por jovens da elite capixaba. A história começa após o suicídio de Allana, uma estudante de 15 anos que, depois de ter imagens íntimas falsas produzidas com Inteligência Artificial e disseminadas em um esquema criminoso, passa a enfrentar uma avalanche de humilhações, ameaças e julgamentos nas redes sociais.
A partir da trajetória da adolescente, Faces Roubadas mergulha em temas como deepfakes, cyberbullying, misoginia, exposição íntima e violência psicológica, mostrando como a crueldade praticada no ambiente virtual pode ultrapassar a tela e provocar consequências profundas na vida real.
A obra também chama atenção para um aspecto muitas vezes ignorado: o silêncio de quem está ao redor. Na narrativa, a dificuldade de reconhecer os sinais de sofrimento e a falta de uma resposta adequada por parte de adultos e instituições acabam ampliando a sensação de abandono vivida pela vítima.
Depois da tragédia, Mariana, estudante bolsista da periferia de Vitória e apaixonada por tecnologia, aproxima-se de Bia, uma influenciadora digital pertencente à elite da escola. Apesar das diferenças sociais, as duas decidem investigar o esquema responsável pela produção e comercialização das imagens falsas.
Com o apoio da ONG de direitos humanos Cunhantãs, elas enfrentam uma rede de criminosos e tentam transformar a indignação provocada pela morte de Allana em uma denúncia capaz de responsabilizar os envolvidos.
Ao combinar suspense e questões sociais contemporâneas, Faces Roubadas procura ir além do entretenimento. O livro pode ser utilizado como ponto de partida para conversas entre estudantes, famílias, professores e profissionais da educação e da saúde mental sobre violência digital, segurança na internet, responsabilidade e, principalmente, a importância de ouvir adolescentes que estejam passando por situações de sofrimento.
Em tempos de ferramentas de Inteligência Artificial cada vez mais acessíveis, a história também levanta uma pergunta incômoda: o que acontece quando a tecnologia usada para criar imagens falsas encontra a cultura da humilhação e o silêncio de quem poderia intervir?
A obra está disponível gratuitamente em PDF.
Download: https://bit.ly/facesroubadaspdf
Sobre o autor
Maxwell dos Santos é jornalista, radialista, professor de linguagens e ciências humanas e mestre em Tecnologias Emergentes em Educação pela Must University. Autor de obras de ficção e não ficção, desenvolve trabalhos relacionados à educação, cidadania digital e questões sociais contemporâneas.
Fonte: Ag. Brasil
























